terça-feira, 24 de novembro de 2009

O amor pode dar certo

Você pode já ter sofrido bastante a ponto de se sentir cansada.

Por vezes, você se vê confusa de tanto ouvir diagnósticos negativos.

E você pode até decidir incorporar o juízo comum e abandonar o barco porque a maré parece brava hoje.

Ou você pode surpreender o mundo e acreditar que o amor pode dar certo!

Quantas pessoas estão aqui cumprindo tabela? Seguindo, aparentemente, as regras de boas maneiras, quando dentro de suas casas estão arrancando os cabelos por solidão, excesso de rigidez e infelicidade.

E quantas pessoas estão sempre com as mãos sujas porque vivem por aí atirando pedras nos outros, sem se dar conta do argueiro que há em seu próprio olho?

A vida não é um robô repetidor de cenas. Ela te dá o palco e um esboço de roteiro, que pode ou não ser seguido. Os textos e as nuances do espetáculo dependem exclusivamente de você.

Portanto, não deixe que te digam que não vai dar certo. Comumente as pessoas se consideram donas da verdade e com experiência suficiente pra condenar o futuro das relações que não se enquadram no que elas consideram como possível.

É o mundo de tolos, meu bem! É o mundo de medrosos.

Eu não vim aqui te enganar com promessas bobas de felicidade eterna, posto que a temporada de provas começa quando saímos daquela bolsa de água quentinha lá na maternidade.

Eu vim até aqui pra dizer apenas que você precisa seguir seu coração.

A vida vai te dar rasteiras sim! Vai puxar a tua orelha e vai te fazer chorar por diversas vezes. Mas é sempre porque ela quer que você aprenda. Assim como faz o pai que castiga o filho para educá-lo.

O mundo incrédulo espera que você viva como a maioria. Com conceitos prontos e atitudes vulgares que resultam em relacionamentos sem a devida consciência de direitos e de deveres com o parceiro.

Mas quem escolhe o caminho é você!

Desde que seja verdadeiro, acredite que pode dar certo. O amor é força capaz de realizar mágica. Dure o ínfimo intervalo entre aspirar e expirar o ar dos pulmões. Dure o espaço incalculável do infinito.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Felicidade repartida

Não tem receita milagrosa. Amar sempre foi e sempre será um risco.

O outro, trata-se de outro ser humano, ora bolas! Com valores diferentes, manias diferentes e uma alma totalmente diferente também.

Quem aqui nunca acabou um relacionamento aos frangalhos e jurou de pés juntos não entregar-se mais tão cedo?

Mas você se esqueceu que coração de gente tem vontade própria e por mais bandido que seja o salafrário não podemos mandá-lo pra fora, nem por justa causa.

Hora ou outra vamos sentir falta de alguém. E admitir que seria bom ter uma tampa não é sinal de fraqueza pra ninguém. É sinal de que você cresceu criatura, e hoje prefere qualidade em vez de quantidade.

Que pessoa no mundo não sente falta de fazer amor? Falo do ato sublime de fazer amor, que por conseqüência, dá muito prazer, e não do sexo com a finalidade do prazer que nem sempre dá prazer. Refiro-me a troca de energia que só a reciprocidade amável pode gerar.

Mas evidente que conviver afetivamente não é tarefa fácil. Exigi paciência, despojamento e expansão da nossa própria consciência. É como se tivéssemos que olhar todos os dias pra sujeira que empurramos pra debaixo do tapete.

A relação íntima entre dois seres, independente do grau de maturidade de ambos e do tempo de duração, sempre será de troca, e essa troca é parte integrante do processo de crescimento pessoal.

E então? Será que vale a pena fechar a guarda e se esconder atrás da sua fantasia de forte, quando no fundo, você morre de medo é de sofrer novamente?

Entendendo que o amor não cabe dentro de um planejamento estratégico, aceitamos o elemento fatalidade que há no espaço ilimitado de amar e criamos a devida coragem para desengatar o freio de mão.

Ser feliz exige que riscos sejam encarados. Como aceitar uma nova proposta de trabalho, morar em um país distante da família ou tomar a decisão de ter um filho. Todos esses caminhos podem te mostrar paisagens incríveis, mas exigem que você tenha coragem de arriscar.

O primeiro passo é aprender a superar a ansiedade e conviver harmoniosamente com a solidão. Depois, certamente estaremos preparados para dividir a felicidade que encontramos, sozinhos, dentro de nós mesmos. E felicidade repartida é sempre felicidade em dobro.




Desculpem a ausência de posts minha gente. A falta de tempo tem assombrado os meus dias. Mas muito em breve teremos posts semanais. Palavra de escoteira!

domingo, 11 de outubro de 2009

Cuidando do jardim

Há uma parte em cada uma de nós que precisa ficar um pouco sozinha. Não é um todo, é apenas uma parte.

Sabe-se que hoje, ansiedade é um dos maiores fatores de enfermidades humanas. E curar a ansiedade dentro da gente é vitória que precisa ser encarada como objetivo.

Ficar sozinha parece ser o maior pesadelo da maioria das mulheres de vinte e poucos anos. E daí que por conta desse medo transformado em afã, muitas andam mal acompanhadas, enquanto outras, eventualmente, seguidas de figurinhas que não colam no álbum. É a interpretação errônea de espaço como um vazio.

Se eu disser, “tenho um espaço aqui na minha casa. Se esse móvel couber, eu posso ficar com ele”, é bem diferente de dizer, “tenho uma parede vazia aqui na minha sala, preciso de um móvel para ocupá-lo”. O vazio trata da necessidade de tapar buracos.

Aquela historia de cuidar do jardim pra que venham as borboletas é uma verdade metafórica, que deveria ser a nota de rodapé de todas as páginas do nosso diário.

Pensando bem, quanto você tem cuidado de você, só pra você, e não pros outros? Quantas de nós se esquecem de cultivar o que há de bom dentro da gente e investir nosso tempo e nossas energias em nosso próprio potencial?

No fim das contas, a maior parte, malha, não por saúde, mas pro verão. Freqüenta lugares, não porque gostam, mas porque o fulaninho vai estar lá. E tudo é tão circunstancial que no frigir dos ovos nem sabemos mesmo do que gostamos de verdade.

São pencas de garotas fúteis, estereotipadas e que pouco tem de opinião, de vontade, de pró-atividade e que acabam vivendo exclusivamente em função do sexo oposto.

Agimos assim porque somos românticas? Então, se a mulher teve que se reinventar na pós-modernidade por que não reinventar o romantismo e fazer dele uma determinante racional? Seria assim, uma preparação involuntária para o dia que pintar uma relação que valha a pena. Sem a necessidade de estarmos treinando com essa finalidade.

Hoje de madrugada, dirigindo sozinha, depois de ter dado uma carona para um grupo de amigos, eu vi a cidade lotada, observei os bares cheios, e desejei chegar em casa, me fechar no meu quarto e terminar de ler aquele livro da Martha, que deixei no armário. E sozinha, 2h30 da manhã de um sábado, não me deu saudade de namorado, nem vontade de entrar no MSN pra ver quem estava. Só um desejo simples de ficar comigo.

Todas nos precisamos desse teor de egoísmo construtivo para crescer. Emocionalmente, espiritualmente, materialmente e moralmente também. São os momentos de reflexão, reforma e reconhecimento íntimo que a vida exige da gente.

É construir as nossas bases sólidas, que fim de relacionamento nenhum derruba. As vigas, o concreto, a estrutura em si, são a parte mais demorada e precisa de uma construção. Porém perenes. A felicidade que começa com a gente é um estado permanente que depois de consolidado, gota a gota de suor, dura a vida toda.

domingo, 27 de setembro de 2009

Muito mais de doida

Não me peça pra escolher o hipoteticamente certo. Apesar de parecer uma moça serena e bem ajustada, aqui dentro mora uma doida varrida que sempre se apraz pelo embaraço.

É que o previsível, praticamente, já nasce morto na minha cabeça, e apesar de ainda lascar o couro com essa tendência compulsiva ao risco, morrer de amor e renascer, é o que faz de mim uma mulher sem medo.

O problema é que o linear não me move. A força motriz do meu dia-a-dia é justamente a convicção de sempre chegar ao ponto que traço, à revelia de todas as dificuldades.

Se quer saber da verdade, eu sou uma viciada em desafios. Uma garota insana que precisa da energia desordenada das grandes paixões pra se sentir viva. E se não for um roteiro bem entrelaçado, aviso de antemão, que papeis apáticos não me cabem.

Prefiro derrubar os obstáculos que nunca são tão indissolúveis assim. Prefiro mover as montanhas que também não são impossíveis. Prefiro dobrar o diabo que nem é tão feio como pintam o pobre bichinho.

Não é a minha cara viver o marasmo. Eu agradeço muito as doses homeopáticas que você trouxe gentilmente em sua sacola, mas eu fico aqui com os meus grandes goles de vida.

Confesso que sou rainha na arte do disfarce e é por isso que os mais bobos me veem como a Senhora Equilibrada. No entanto, é só olhar mais de perto, meu caro: há muito mais em mim de doida do que de sã.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sexo casual II - Exemplo prático

Embora, às vezes me sinta na contramão do mundo, a cada dia me convenço mais da importância do sexo com sentimento/intimidade. E consigo explicar o porquê dessa linha de raciocínio, tomando como referência, não apenas a minha experiência de vida.

Vejam só este exemplo: tenho uma amiga que está na faixa dos 25 anos. Nem santa, nem devassa. Nenhum retrato de extremos. Uma mulher bonita, inteligente e com inúmeras características admiráveis por homens. Outro dia, na faculdade, essa minha amiga me disse que estava se sentindo incomodada com um carinha. Eu questionei o motivo e ela me explicou que já havia ido pra cama com ele.

E aí? Bem, vamos lá... O entrave é que essa cama aconteceu sem nenhum romantismo, sem nenhum sentimento e, aliás, eles nem se cumprimentavam mais. Foi uma liga de menina em começo de juventude. Ficou e deu. Porém, o incomodo maior não foi pela presença do rapaz, mas porque ela percebeu que o idiota comentou sobre o fato com os outros rapazes presentes na rodinha. Aquela velha historia de moleque: os amigos dizem, “que gata!”, e aí o cara não se segura e solta “É, eu já comi!”. Auto-afirmação masculina!

O problema não é comentar, porque assim como mulher conta pras amigas, homem também pode contar pros amigos. Óbvio! O problema esta em o idiota abrir o bocão, depois de tanto tempo – sete anos - só por não conter a necessidade de aparecer no meio dos outros machos. Ainda por cima, em um ambiente totalmente impróprio. Muito embora, esse tipinho não seja nada raro, acho que com o tempo, o homem (nos casos em que o cara vira homem) vai se abstendo desses comentários dispensáveis, de acordo com o lugar, a ocasião e as pessoas presentes também. O imbecil da faculdade é do tipo que mesmo depois de velho, como a sua própria imagem não representa uma figura viril, ele precisa dizer que comeu pra parecer honrar as calças. Sobretudo, porque ele sabe que naquele rio ele não mergulha nunca mais.

Todavia, a sensação de desconforto seria inevitável. Todos os meninos da rodinha olharam e ela se sentiu realmente mal, até arrependida talvez. Então, quando eu digo que não vale mais a pena o sexo com um desconhecido, é justamente porque, conhecer um carinha e dar pra ele, te expõe ao risco dele ser um grande patético idiota e depois sair falando por aí de você como se fosse qualquer uma. E ele realmente te vê como qualquer uma. Só mais uma que ele comeu. E alowww... Você não é qualquer uma!

Admito que o sexo estritamente com amor é bem difícil nos dias de hoje. Até porque, amor não dá em árvore, não brota do chão. Amar requer tempo. O que coloco como fundamental é o sentimento recíproco. Se o cara não te admirar vai ser difícil desenvolver respeito por você se já conseguiu o que todo homem quer.

Depois de algumas considerações, notamos que o carinha em questão não valia mesmo o incomodo. Pelos próximos dez anos, ele, provavelmente, continuaria sendo um grande moleque, enquanto ela, leva consigo, alguns episódios de vida não tão agradáveis assim, mas que serviram de experiência e consequentemente, de lição. O idiota estava gordo, falava alto pra chamar atenção e demonstrava em gestos e falas o seu jeitinho forever and ever limitado de ser.

A conclusão é que sentimento de culpa não resolve nada, mas a sensação de não-quero-mais-sentir-isso é muito bem-vinda. Como meninas normais que somos, passamos, erramos um monte, acertamos um pouquinho também, e um dia, conforme o amadurecimento de cada uma, mudamos nossos hábitos que nos trazem conseqüências desagradáveis. E aí, evitamos, por exemplo, ser assunto na boca desses imbecis que precisam mesmo contar vantagem, pois por reconhecimento, nunca conseguem ser lá grandes coisas. Então, não tem puritanismo, nem radicalismo no que digo. Apenas uma valorização do sexo, do nosso sexo. Nós que temos que escolher, e temos que aprender a fazer isso direito! Isso sim é liberação sexual. Nada de tiros no escuro. Até porque, de noite, todos os gatos são pardos.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Cadê a camisinha que estava aqui?

A corriqueira história da camisinha a mais, da camisinha a menos. E que mulher nunca passou por isso? Sabemos que não tem regra. Mas sobre o funcionamento das coisas, existem sim alguns pontos gerais que rendem considerações e que a gente só percebe com o passar do tempo - e com o passar das relações também.

Recentemente uma amiga chegou em minha casa aos prantos, pedindo-me ajuda. A historia era que uma camisinha, de dentro de uma caixa com várias outras, do quarto do namorado dela, havia desaparecido. “Eu prefiro terminar a imaginar que ele transou com outra mulher”, era o que ela esbravejava.

Bem minhas amigas, o que eu tinha a dizer era muito simples e prático: não faça vista grossa, mas dramatize menos. Alguns pormenores precisam ser levados na esportiva. Pareceu complicado? Contraditório? Calma! Eu explico melhor.

A camisinha pode ter sumido dali por inúmeros motivos, e, provavelmente, o cara não vai ter um ímpeto de sinceridade e admitir que usou com outra garota. Tudo pode ter acontecido, inclusive, até um extraterrestre pode ter levado a camisa de volta para Vênus (segundo ele, claro). “Por que não meu benzinho?”.

Sei bem que a nossa tendência passional é primeiro deixar levar-se por sentimentos mais materiais como a posse, e aí, imaginar o namorado com outra, na cama ainda por cima, pode doer como uma bicuda certeira na boca do estômago. Acontece que nessas horas a gente explode e esquece que se grito resolvesse, porco não morria.

Eu perguntei à minha amiga, se ela desconfiava de alguma outra mulher. “Não. Eu nem sei que tempo ele teria pra fazer isso”, respondeu ela. Foi o bastante para que eu pudesse tirar minhas conclusões e tentar acalmá-la. Ora, se não há nenhuma desconfiança de fato, se ele é um bom namorado, então não há evidências de traição.

Ao fim de um relacionamento de quatro anos eu já estava ensandecida por razão de suspeitas. Vasculhando carteira, extrato de cartão de crédito, bolso e tudo o que as neuróticas fazem nas novelas. Mas é que no meu caso, a desconfiança tinha um fundo de verdade do tamanho do saco de presente do Papai Noel. Hoje, quando analiso minha postura dentro daquela relação, identifico sofrimentos desnecessários! Se há motivos substanciais pra se sentir insegura o melhor a fazer é terminar. Agora, se motivos concretos não existem e mesmo assim você neura, pode ser que esteja precisando rever seus conceitos.

No fim da conversa eu disse à minha amiga que ela tinha que agradecer, afinal de contas se, na pior das hipóteses, ele andou com uma qualquer por aí, pelo menos, usou camisinha. Se não existia nenhuma desconfiança maior de uma terceira pessoa na vida dele, o melhor era deixar pra lá.

Hoje acho que o importante é o sentimento, é o carinho, é ser feliz em uma relação saudável, de parceria, amizade e principalmente de respeito. Achar que somos as senhoras donas do caminho do outro e proprietárias, não nos dá controle sobre a vida de ninguém. Posso dizer, com total firmeza, que a praticidade me ajudou a viver melhor. Menos drama Mariana, menos!

Entender que homem separa sim amor de sexo nos ajuda a não sentir tanta dor só por imaginar uma situação hipotética de traição, e é isso que chamei de levar na esportiva. Só resta acreditar no cara, e se isso for impossível, realmente, não vale a pena ficar junto.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Pra cima, só quem cedo madruga

Se meus dias fossem mais longos em algumas míseras horas, eu acho que desaceleraria.

Tanto que seria capaz de redigir um texto sobre o ritmo tirano desses dias. Mas as horas a mais não surgem, e os sonhos ficam cada vez mais comprimidos no espaço curto de tempo do meu sono.

Se aprendesse a driblar a lei de atração entre o corpo e a cama seria uma saída. Seria tão bom! Acordaria as 5h da matina com um sorriso ensolarado e ganharia três horas no meu dia. As míseras horinhas que tanto cobiço.

Sim, eu podia trabalhar menos também, seria uma hipótese. Mas essa hipótese, pelo menos agora, nem passa pela minha cabeça. Não agora que ainda nem cheguei na metade do caminho. E olha, que meus sonhos são humildes.

É que já andei observando companheiros, o mundo está realmente muito caro!

Hoje eu digo que queria era voltar aos dezoito. Ah! Se papai me ouvisse. Você filhinha, que sempre quis ser mais velha? É que o funil tá cada vez mais fino paizinho, e a conta de mês a mês só aumenta, assim como aumenta a estafa.

Então se não der pra ganhar as três horinhas, dá pra voltar lá naquela parte onde eu deixei um baú com os cochilos verpertinos e as irresponsáveis fugas escolares?

Dificil benzinho! Tá dificil! Essa máquina, a tecnologia ainda não criou. O jeito é pular da cama cedo mesmo, porque pra cima, só quem cedo madruga!